Brasil se firma como player global de e-bikes, com marcas nacionais ganhando espaço

Bicicleta elétrica de marca nacional
Imagem: Reprodução/A Revista

Testando bicicleta elétrica há um tempo pra cá, uma coisa fica clara: o Brasil deixou de ser só importador de e-bike e virou um mercado onde marca nacional já disputa espaço de verdade. Hoje, nomes como Sense Bike, Duos Bike, Caloi e Groove Bikes ampliam presença tanto no uso urbano do dia a dia quanto no segmento profissional — caso do delivery, onde a e-bike já é ferramenta de trabalho, não só lazer.

Quem está fazendo a diferença nesse mercado

A Sense Bike mantém posição de destaque com sua linha elétrica de modelos urbanos e MTB elétrica, atendendo tanto quem quer pedalar liso no asfalto quanto quem busca uma trilha mais leve com ajuda do motor. A Duos Bike, por sua vez, consolidou-se especificamente no nicho de e-bikes para entrega e uso profissional — um segmento que cresceu bastante com a explosão dos apps de entrega, e que exige bicicleta mais robusta, com bateria de maior capacidade pra rodar o dia inteiro.

Por que produção nacional muda o jogo pra quem pedala

Comprar e-bike de marca com produção ou montagem no Brasil tem uma vantagem prática que sinto na pele: assistência técnica mais rápida e peça de reposição mais fácil de achar. Quando a bicicleta é 100% importada, qualquer defeito na parte elétrica — controlador, motor, bateria — pode significar semanas esperando peça vir de fora. Com marca nacional bem estabelecida, essa espera cai bastante, e isso pesa muito na decisão de compra de quem depende da bike pra trabalhar todo dia.

O que ainda pesa na hora de escolher

Preço, autonomia e as regras de uso ainda são os três fatores que mais travam decisão de compra no Brasil. E-bike boa não é barata, autonomia real (não a de propaganda) varia muito dependendo do peso do ciclista e do terreno, e a Resolução 996/2023 do Contran, em vigor desde janeiro deste ano, trouxe regras mais claras sobre o que é considerado bicicleta elétrica convencional (até 32 km/h, sem emplacamento) e o que já entra na categoria de ciclomotor, que exige emplacamento e habilitação. Vale a pena entender essa diferença antes de comprar, porque ela muda completamente a forma como você pode usar o equipamento no dia a dia.

Minha recomendação pra quem tá decidindo

Se o uso é urbano e ocasional, prioriza autonomia real e peso da bike — muita gente esquece que e-bike pesada é osso pra carregar escada ou guardar em apartamento pequeno. Se o uso é profissional, tipo entrega, prioriza durabilidade da bateria e histórico de assistência técnica da marca na sua região — de nada vale bike rápida se ela fica parada esperando peça toda hora.

O que observar

Vale acompanhar se as marcas nacionais conseguem sustentar esse crescimento de presença sem perder qualidade — histórico de outros setores mostra que crescimento rápido de vendas às vezes vem acompanhado de queda temporária no padrão de assistência técnica, exatamente na fase em que a marca mais precisa de reputação sólida.