Distrito Federal caminha para 1.000 km de ciclovias com o programa Vai de Bike

Ciclovia e bicicletas compartilhadas em Brasília
Foto: Reprodução/Correio Braziliense

Já pedalei em bastante cidade brasileira pra comparar infraestrutura cicloviária, e o Distrito Federal sempre me chamou atenção por ser, hoje, a segunda malha de ciclovias mais extensa do país, atrás só de São Paulo. O programa Vai de Bike promete elevar ainda mais esse patamar: a meta é o DF chegar a 1.000 km de ciclovias e ciclofaixas ainda em 2026, com investimento de cerca de R$ 123 milhões, além da adição de 300 novas bicicletas elétricas ao sistema compartilhado da capital.

De onde o DF já partiu

O Distrito Federal já soma hoje 636,89 km de ciclovias distribuídas por 28 regiões administrativas, com a malha total de infraestrutura cicloviária (somando ciclovias e ciclofaixas) chegando perto de 687 km em anos recentes. É uma base que já era, disparado, uma das melhores do país antes mesmo do programa Vai de Bike entrar em cena — e que agora recebe um empurrão de investimento pra dar o salto final até a marca redonda de mil quilômetros.

O sistema de bikes compartilhadas

Desde outubro de 2021, o DF opera um sistema de bicicletas compartilhadas em parceria com a Tembici, com estações concentradas na Asa Norte, Asa Sul, UnB e Sudoeste, além de pontos centrais como o Eixo Monumental e o Parque da Cidade. As 300 novas bikes elétricas que o programa Vai de Bike promete adicionar devem ampliar bastante a cobertura — e, pra quem pedala, bike elétrica compartilhada é um diferencial e tanto em cidade com trecho mais longo entre bairros, como é o caso de Brasília, projetada pra carro, não pra pedestre ou ciclista.

O que muda pra quem pedala no dia a dia

Mais ciclovia contínua significa menos trecho onde o ciclista precisa disputar espaço com carro na faixa — e é justamente nesses trechos sem estrutura dedicada que acontece a maior parte dos acidentes envolvendo bicicleta. Uma malha mais conectada também facilita ir de bike pro trabalho, pra faculdade ou pra qualquer compromisso sem precisar improvisar rota por rua movimentada. Quem mora em Brasília sabe que a cidade foi desenhada em escala automotiva, com grandes distâncias entre setores — então cada trecho novo de ciclovia bem planejado reduz de verdade essa barreira geográfica que sempre foi o maior desafio pra quem queria pedalar por lá.

O que eu recomendo pra quem for aproveitar

Se você mora no DF ou vai visitar e quer pedalar, vale a pena mapear com antecedência os trechos já concluídos da malha — hoje ainda existem lacunas entre regiões administrativas, então planejar a rota evita frustração de pegar trecho sem estrutura no meio do caminho. E se for usar a bike elétrica compartilhada, vale testar a autonomia da bateria antes de planejar trajeto mais longo, porque a cobertura de estações de recarga ainda é mais concentrada nas áreas centrais.

O que observar

Vale acompanhar o ritmo de execução das obras — programa de infraestrutura urbana desse porte costuma sofrer atraso — e se a meta de mil quilômetros até o fim de 2026 realmente se confirma, ou se o prazo escorrega pra 2027, como já aconteceu com outros programas de mobilidade no DF.