A semana de 17 a 20 de setembro de 2026 juntou dois recordes e duas coroações no calendário da bicicleta: Remco Evenepoel conquistou o quarto título mundial seguido no contrarrelógio em Montreal, no Canadá, e o Sertões MTB Ibitipoca, em Minas Gerais, encerrou a temporada da Cup com um recorde mundial de participação de bicicletas elétricas em provas por etapas.

Mundial de estrada em Montreal: os contrarrelógios da elite
O Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada da UCI 2026 acontece em Montreal, e os contrarrelógios individuais da elite foram disputados em um percurso de 39,2 km. Entre os homens, o belga Remco Evenepoel venceu com o tempo de 44min53s13 e igualou uma marca histórica: é o quarto título mundial consecutivo dele na prova. O italiano Filippo Ganna ficou com a prata (45min50s44), cerca de 57 segundos atrás, e o francês Paul Seixas levou o bronze (46min06s17).
Entre as mulheres, a suíça Marlen Reusser defendeu o título conquistado no ano anterior e venceu em 50min24s44. A britânica Zoe Bäckstedt foi prata (51min04s55) e a alemã Franziska Koch ficou com o bronze (51min09s98).
Nas categorias de base e no revezamento misto, os resultados já definidos até aqui são:
- Contrarrelógio sub-23 masculino (31,3 km): Ryan Gal, dos Países Baixos, em 37min26s16.
- Contrarrelógio sub-23 feminino (20,3 km): Felicity Wilson-Haffenden, da Austrália, em 27min40s72.
- Estrada sub-23 feminina (134 km): Viktória Chladoňová, da Eslováquia, em 3h49min10s.
- Revezamento misto por equipes (40,6 km): Itália, em 51min32s28.
O que ainda vem pela frente no Mundial
As provas de estrada da elite ficam para o fim do campeonato. A prova sub-23 masculina (174,2 km) está marcada para 25 de setembro, a corrida de estrada feminina da elite (180,4 km) para 26 de setembro e a masculina (273,7 km) para 27 de setembro. É nessa última que a disputa pela camisa arco-íris costuma ser mais aberta, já que o percurso longo favorece diferentes perfis de ciclista, de rouleurs a escaladores.
Sertões MTB Ibitipoca fecha a temporada da Cup
Enquanto Montreal decidia os títulos do asfalto, a mountain bike brasileira fechava a temporada. O Sertões MTB Ibitipoca foi disputado de 17 a 19 de setembro, nas trilhas do Ibiti Projeto, em Lima Duarte, Minas Gerais, a cerca de 60 km de Juiz de Fora. A etapa foi a última da terceira edição da Sertões MTB Cup, que havia aberto em maio com a etapa de Nova Lima, também em território mineiro.
O destaque de participação ficou por conta das bicicletas elétricas. Segundo a organização, a prova estabeleceu um novo recorde mundial de e-bikes inscritas em competições por etapas, com 329 participantes, superando a marca da edição de 2024. Para um esporte em que a bicicleta elétrica ainda desperta debate entre os praticantes, o número mostra o quanto a categoria cresceu nas provas de mountain bike de vários dias.

Campeões da categoria e-bike
Segundo a cobertura da Tribuna de Minas, os vencedores nas principais categorias de e-bike foram:
- E-Bike Masculino Elite: Albert Guenter Morgen, de Petrópolis, que chegou à quinta vitória consecutiva na prova.
- E-Bike Feminino Elite: Roberta Stopa, de Juiz de Fora, com o tempo de 3h56min44s, 1 minuto e 3 segundos à frente de Isabella Ribeiro.
- E-Bike Open: Luiz Eduardo Ferreira.
- E-Bike Power (até 45 anos): Leandro Lopes Petrus.
- E-Bike Golden 50: Paulo Sérgio Borges.
- E-Bike (até 40 anos): Bruno Spagnol.
- E-Bike 40+: David Klabin.
- E-Bike Power 45+: Marcelo Cortes.
- E-Bike 60+: Guilherme Figueiredo.
- E-Bike Feminina: Kelli Chaves.
A organização também citou entre os nomes de destaque da edição Miguel Giovannini, Márcio Ravelli, Daniel Aliperti e Roberta Stopa, além de jovens talentos como Gabriela Ferolla e Iara Caetano. Na categoria de bicicletas convencionais (Pro), os vencedores divulgados incluem Edson de Rezende Júnior no solo masculino e Lilian Perrenoud no solo feminino. O calendário de 2027 da Cup ainda será anunciado nos próximos meses.
Estrada e mountain bike: o que cada disputa exige
Os dois eventos da semana mostram lados bem diferentes da bicicleta. O contrarrelógio do Mundial é uma prova contra o relógio, em que cada atleta pedala sozinho em ritmo máximo por cerca de 45 a 50 minutos, com foco em aerodinâmica, potência sustentada e controle de esforço. Já as provas por etapas de mountain bike, como as do Sertões, misturam resistência, técnica em trilha e estratégia ao longo de vários dias, e a bicicleta elétrica traz uma dimensão a mais: o gerenciamento da bateria e do nível de assistência ao longo de percursos longos e acidentados.
Para o ciclista amador, a lição comum é que planejamento e regularidade contam mais do que picos de esforço. Quem pretende experimentar uma prova longa, seja de estrada ou de trilha, costuma se beneficiar de treino progressivo, revisão completa da bicicleta com antecedência e, nas e-bikes, conhecimento da autonomia real da bateria com o peso do ciclista e do relevo esperado.
O que esperar da bicicleta elétrica nas competições
O recorde de 329 inscritos indica que as e-bikes já formam um público competitivo próprio no Brasil, com categorias por idade, gênero e perfil de esforço. Em provas por etapas, elas atraem tanto atletas experientes que buscam um novo desafio quanto praticantes que querem cumprir percursos longos em grupo. Para o mercado, isso tende a aquecer a procura por modelos de mountain bike elétrica com boa autonomia, freios potentes e suspensão adequada a trilhas, pontos que costumam pesar na escolha de quem pretende entrar no esporte.
Como acompanhar e se inspirar sem sair da rotina
Quem gosta de pedalar e quer transformar a empolgação da semana em prática pode começar de forma simples. Assistir às provas de alto nível ajuda a entender ritmo, posição e escolha de equipamento, mas o caminho do dia a dia é outro: rodar com regularidade, aumentar o tempo de pedal aos poucos e cuidar da manutenção básica da bicicleta, como calibragem dos pneus, lubrificação da corrente e checagem dos freios.
Quem se interessa pelo universo das provas de mountain bike pode procurar eventos regionais de menor porte antes de encarar uma prova por etapas. Muitos têm categorias para iniciantes, o que permite conhecer a logística de inscrição, o percurso e a convivência com outros ciclistas sem a pressão de uma disputa de elite. No caso das e-bikes, vale conferir o regulamento de cada evento, porque as regras sobre potência do motor, tipo de assistência e categorias variam de uma organização para outra.
Por fim, a segurança segue como ponto central em qualquer modalidade. Capacete bem ajustado, luvas, óculos e hidratação adequada fazem diferença tanto no asfalto quanto na trilha, e sinalização com luzes e refletores é indispensável para quem pedala em vias com trânsito.
Perguntas frequentes
Quem ganhou o contrarrelógio masculino do Mundial de 2026? O belga Remco Evenepoel, com 44min53s13, o quarto título mundial consecutivo dele na prova.
Quando são as corridas de estrada da elite no Mundial de Montreal? A feminina, de 180,4 km, está marcada para 26 de setembro, e a masculina, de 273,7 km, para 27 de setembro.
O que foi o Sertões MTB Ibitipoca? A etapa final da Sertões MTB Cup 2026, disputada de 17 a 19 de setembro em Lima Duarte (MG), com recorde mundial de 329 e-bikes inscritas em prova por etapas.
Quem venceu a categoria e-bike masculino elite? Albert Guenter Morgen, de Petrópolis, na quinta vitória seguida.
Fontes: Wikipédia (Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada 2026), Olympics.com, Portal Sertões e Tribuna de Minas (22/09/2026).