Also, spin-off da Rivian, começa a entregar em agosto a e-bike premium TM-B com bateria removível e transmissão inédita

E-bike TM-B da Also, spin-off da Rivian, com design futurista e bateria removível
Foto: Olhar Digital

A Also, empresa criada como spin-off da fabricante de veículos elétricos Rivian, começa a entregar em agosto de 2026 as primeiras unidades da sua e-bike premium TM-B. O modelo chega com uma proposta que mistura design futurista, materiais de alto padrão e um sistema de propulsão elétrica bem diferente do que se vê nas bicicletas elétricas convencionais vendidas hoje, segundo detalhamento publicado pelo Olhar Digital. A entrega marca a entrada oficial da marca no mercado de e-bikes de alto ticket, um segmento que tem crescido rápido nos Estados Unidos e na Europa e que começa a ganhar espaço também entre consumidores brasileiros dispostos a importar equipamentos fora da linha tradicional.

Bateria removível e autonomia de até 160 km

A TM-B chega em duas configurações. A versão padrão usa uma bateria de 538 Wh, com autonomia de até 60 milhas, o equivalente a aproximadamente 97 km por carga. Já a versão Performance sobe para uma bateria de 808 Wh, capaz de rodar até 100 milhas, ou cerca de 160 km, dependendo do modo de uso e do terreno. Em ambas as versões, a bateria pode ser destravada eletronicamente do painel central e removida por completo, algo raro em e-bikes de suspensão dupla, que normalmente escondem o pacote de energia de forma mais permanente dentro do quadro. Fora da bike, a bateria também funciona como fonte de energia externa, com duas saídas USB-C que permitem carregar outros equipamentos em um passeio mais longo ou em uma emergência.

O quadro central tem formato quadrado e abriga o motor e a bateria sob uma cobertura transparente, o que deixa à mostra parte da correia de transmissão — um dos detalhes visuais mais comentados do lançamento. A TM-B está disponível em dois tamanhos de quadro, pequeno e grande, e o guidão largo e voltado para frente lembra a postura de uma mountain bike, priorizando controle em terrenos irregulares.

Transmissão diferente das e-bikes tradicionais

O ponto mais técnico da TM-B é o sistema de transmissão. Em vez de o pedalador transferir força diretamente para a roda como em qualquer bicicleta comum ou elétrica, a Also separou completamente a pedalada da propulsão: pedalar recarrega a bateria, enquanto um motor independente é quem efetivamente movimenta a roda. Isso permite dois modos de condução — um mais parecido com a assistência elétrica tradicional, que a maioria dos ciclistas já conhece, e outro com assistência variável tipo engrenagem, que a Also compara à diferença entre um câmbio manual e um automático em um carro.

A TM-B é classificada como uma e-bike Classe 3, com assistência elétrica que chega a 28 mph, cerca de 45 km/h, além de um acelerador manual que permite rodar até 20 mph, ou aproximadamente 32 km/h, nos locais onde esse tipo de uso é permitido. Os controles ficam divididos entre os dois lados do guidão: o acelerador manual do lado direito e os comandos de navegação e seta de direção do lado esquerdo, acionados pelos dedos indicadores, com luzes direcionais dianteira e traseira. No centro do guidão, um display circular mostra velocidade, distância percorrida e dados de frenagem regenerativa em tempo real — outro traço de identidade visual que remete ao design de iluminação dos veículos da própria Rivian.

Preço alto e alternativa disponível no Brasil

A versão Performance da TM-B custa US$ 4.500, o equivalente a mais de R$ 22 mil na cotação atual, sem contar impostos de importação, frete internacional e taxas alfandegárias caso alguém decida trazer o modelo para o Brasil por conta própria — hoje a Also não tem operação oficial no país. A marca também oferece opções de personalização, como diferentes cores para o suporte do banco e acessórios extras: bagageiro traseiro, banco maior, pneus específicos para determinados terrenos, assento de passageiro, bagageiro frontal e bolsas laterais.

Para quem está no Brasil e quer uma e-bike de verdade disponível agora, sem depender de importação, uma alternativa nacional é a Cavalletta C3, bicicleta elétrica de 48V com bateria de lítio de 24Ah, autonomia de até 75 km e motor de 800W — disponível para compra aqui. Ela não tem a mesma proposta de luxo e tecnologia da TM-B, mas cobre boa parte do que a maioria dos ciclistas urbanos realmente precisa no dia a dia: assistência elétrica confiável, autonomia suficiente para trajetos de ida e volta ao trabalho e um preço muito mais acessível dentro da realidade brasileira.

O lançamento da TM-B reforça uma tendência que já vinha se desenhando no mercado de bicicletas elétricas: fabricantes de veículos maiores, como a própria Rivian por meio da Also, estão entrando no segmento de duas rodas com tecnologia que até pouco tempo só se via em carros elétricos, caso da frenagem regenerativa, dos painéis digitais e das baterias modulares removíveis. Se esse tipo de inovação vai chegar às e-bikes vendidas no Brasil em um prazo mais curto, ainda é uma incógnita, mas o interesse do público por modelos com mais autonomia e recursos tecnológicos é um caminho sem volta.